Quando se escreve algo sobre alguém, de forma mais ou menos generalizada, mais ou menos abrangente, o mínimo que se exige é que se assine. E que se assine realmente. Não vejo razão para ocultar a identidade das palavras quando nelas se acredita e quando estiverem plenas de verdade. Só se esconde quem tem razão para o fazer.
Dir-me-ão que estou a falar por meias-palavras. Não estou. Quem está a ler percebeu perfeitamente que me refiro a aritgos que tenho lido na imprensa regional, pseudo-assinados. Não vejo razão para isso. Reitero a ideia: se alguma coisa deve ser dita com verdade por que não dizê-la submetida a um nome que tenha a mesma verdade? Ou é cobardia ou indignidade. Ou, em última instância, não é verdade...
Recupera-se o caminho dos desvalores de um passado não tão distante e as mesmas armas sujas. Se alguma coisa há a dizer, que se diga. Mas que as palavras tenham emissor. Ou também os valores de identidade se perderam em Barroso?
Admiro os que assumem plenamente as suas palavras. Poderei não concordar com eles, mas admiro a sua frontalidade. Será que em política existem valores inutilizáveis? Que é um mundo de máscaras, ninguém duvida. Todavia, até estas máscaras exigem alguma dignidade: a dignidade de uma assinatura (verdadeira).
Atirar a pedra e esconder a mão não é atitude digna... em sociedade. Provavelmente, é-o em política. Sendo assim, não é este um mundo de dignidade. Quero, contudo, acreditar no contrário.
Pedro Silva
PARTIDO SOCIALISTA DE FAFE apoia Manuel Alegre
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*PARTIDO SOCIALISTA DE FAFE apoia Manuel Alegre*
A Comissão Política Concelhia de Fafe do Partido Socialista, reunida na
passada segunda-feira, dia 19 de ...
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