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A última sexta-feira 13 de 2009 vai ser assinalada na 'capital do misticismo', em Montalegre, com um espectáculo que abre portas às bruxas, duendes e seres demoníacos e envolve mais de 300 pessoas do concelho, entre crianças e adultos.



Desde 2002 que a Câmara de Montalegre organiza as 'Noites das bruxas', que de realizam em todas as 'sextas-feiras 13' e já fazem parte integrante do calendário cultural do Barroso.

Depois das enchentes de Fevereiro e Março é esperada nova romaria nesta sexta-feira, até porque em 2010 só existe uma, agendada para Agosto.

A grande novidade da próxima edição é que os actores que encarnam os seres do outro mundo, como as bruxas, duendes e demónios que vão assombrar a vila, são crianças e adultos do concelho, que participam nas 'Oficinas de actor' promovidas pelo Centro de Estudos do Barroso, Teatro e Tradições (CEBTT).

O CEBTT resulta de uma parceria entre a Câmara de Montalegre e o Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso.

Matilde, Nuno e Pedro são três das 175 crianças do primeiro ciclo das escolas de Montalegre que estão a ter aulas de teatro duas vezes por semana com actores profissionais do Centro de Criatividade da Póvoa de Lanhoso.

'Nós vamos ser os duendes, as bruxas são os maiores. Vamos ter que andar a correr atrás das bruxas e quando lá chegarmos elas dão-nos uma sapatada nas costas. Devagarinho para não nos magoarem e depois vamos para o castigo', explicou à Agência Lusa a pequena Matilde.

Aqui, no Barroso, e ao contrário de outras zonas do país, as crianças não têm medo das bruxas. Estas fazem parte do seu imaginário infantil mas não desempenham o papel de más nas suas histórias.

A actriz Isabel Pinto classifica a sua experiência no Barroso como 'muito interessante'.

'São crianças muito especiais, que possuem um imaginário muito especial, com ritmo e necessidades de concentração, consciência corporal e espacial muito específicas, que nós tentamos trabalhar com a oficina de teatro', salientou.

Isabel Pinto disse ainda que o trabalho incide muito no imaginário do Barroso, no duende, na floresta, a bruxa ou o lobo. 'São tudo espaços oníricos que estamos a desbravar', frisou.

Sofia Dias, animadora da câmara, referiu que o objectivo do projecto nas escolas 'é valorizar o desenvolvimento da criança, não formar actores e formar novos espectadores e novos públicos'.

Depois, às sextas-feiras à noite, a oficina de teatro abre as portas aos mais velhos, com o objectivo de intervir junto de toda a comunidade.

Nos três fins-de-semana que antecederam esta sexta-feira 13, decorreram oficinas com vista à produção de máscaras, figurinos e adereços.

Como já é tradição, a 'Noite das Bruxas' vai continuar a ter como personagem principal 'Dom Bruxo', o padre António Fontes, conhecido pelos Congressos de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que tem como função fazer a queimada, a 'mistela abençoada' que pode livrar de bruxedos, feitiços e maus-olhados.

Até Janeiro, será preparado um novo espectáculo que contará com a participação de actores profissionais e amadores da região.
Fonte: Lusa

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Há um som que desapareceu das lides do Verão. Agudo e continuado, era o guincho dos carros de bois com o feno, o gemer das rodas no mecanismo lento das viagens para o palheiro, coro sem palavras das cantadeiras, eixo, pregos, rosetas, estadulhos, tudo junto e o mais que o s bois puxavam com a força que às vezes lhes faltava calando-se a ópera por instantes e voltando logo num começo vagaroso de sirene. Vieram depois os tractores desafiar os modos e as canseiras dando outro ritmo e rendimento e desta e outras modernidades não se cansam os elogios porque vale a vida ser vivida com conforto que o houve sempre pouco ou nenhum em tempos que a memória viva ainda tem. Foi-se a chiadeira e ficou a melancolia mas não talvez naqueles que a suportaram por inteiro e desmedida nos dias em que a pobreza era mesmo o não ter pão, coisa nenhuma.


Abel Neves in Asas para que vos quero



Vítor Afonso

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"Claro, concluímos, abrangente significava..." aquilo que queremos que signifique, mesmo que para isso tenhamos de dizer as maiores barbaridades com uma aparência de siriedade que nos põe em perfeito ridículo. E o outro é que sofre de platonismo zarolho? É que temos lido por aí... Somos tão... sei lá... coiso!
É... quando lemos por aí... coiso!


Pedro Silva

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As palavras do voto foram claras. Claríssimas. O Povo de Barroso decidiu por larga maioria que Fernando Rodrigues continuasse à frente dos destinos do nosso Concelho.

Ficam, para o Presidente da Autarquia reeleito, os nossos votos de prosperidade para o Concelho. Além do governo do município, também as freguesias escolheram os seus representantes, optando largamente (quase totalmente) por candidatos do PS. Também para as freguesias apresento os mais sinceros votos de progresso e prosperidade. Saúdo o amigo Sebastião de Padroso e desejo que continue a procurar para a aldeia o melhor que souber e puder... Saliento, ainda, a freguesia de Montalegre, que melhor conheço. Para bem de todos, espero que o trabalho do novo executivo seja proveitoso para a comunidade.

Com os resultados verificados, as felicitações vão igualmente para todos os candidatos eleitos para os cargos de comando e para a representatividade que a democracia proporciona. Assim, todos têm o seu lugar, de acordo com a vontade dos votantes. Os candidatos menos votados têm também um papel importante na governação e na definição dos destinos de todo o Concelho, ainda que de forma não tão determinante.

Óbvio é que os representantes do PS assumirão os destinos do Concelho de forma preponderante, neles recaindo também uma maior responsabilidade, que, esperamos, será assumida em benefício da população que os escolheu.

E o PSD...
Os resultados estão à vista. Para bem da democracia e do próprio partido, torna-se urgente efectuar uma avaliação do percurso realizado nos últimos anos, nos últimos momentos eleitorais. Não valerá a pena estar com panos quentes numa situação que precisa de medidas concretas e efectivas. O partido deverá realizar internamente uma análise do percurso efectuado e apurar as responsabilidades em relação aos resultados. Naturalmente, não há responsáveis individuais e Duarte Gonçalves não será, com certeza, o maior desses responsáveis num percurso que culminou numas eleições com resultados desastrosos.

Estas palavras são de alguém que não concorda com muitos dos aspectos de governação que o actual executivo tem assumido, e que irão manter-se, e que gostaria de ver uma alternativa válida, numa opinião partilhada pelo eleitorado, como é natural. A opinião individual não passa disso mesmo e em democracia não vale mais do que uma opinião individual...

Saudações Barrosãs.


Pedro Silva

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Já são conhecidos todos os resultados eleitorais do concelho de Montalegre, relativos às últimas eleições autárquicas, realizadas em 11 de Outubro de 2009.
Globalmente, o PS foi o grande vencedor, conseguindo eleger mais um vereador para o executivo municipal (ficará com 5) e ganhando a maior parte das juntas.
O PSD, em coligação com o CDS, ficou aquém das expectativas e perdeu mesmo um vereador(ficará apenas com 2) na constituição do novo executivo municipal. Igual sorte tiveram os partidos minoritários: BE e CDU que nem sequer conseguiram eleger um único deputado para a Assembleia Municipal.
Vítor Afonso

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Lidos os documentos programáticos apresentados pelos principais candidatos à liderança dos destinos do nosso concelho, não consigo evitar algumas palavras breves.

Começo pelo programa da candidatura da Coligação PSD / PP:
É bastante ambicioso, como não poderia deixar de ser... Um novo candidato não poderia apresentar uma velha ambição. Parece-me um programa efectivo e abrangente, em que, apesar de com alguns exageros, consegue perceber-se uma estratégia centrada especialmente nas pessoas.

O programa da candidatura do PS:
Só com muita dificuldade se lhe pode chamar programa... Apresenta um conjunto de ideias velhas e deixa transparecer claramente que já não há muito mais para fazer, apesar de os slogans serem pomposos. Diria mesmo que é um ideário de quem considera que nada precisa de dizer para convencer o eleitorado porque já fez tudo, ou quase tudo, o que havia a fazer, sendo a sua continuidade uma inevitabilidade destinada aprioristicamente.


Se os programas ganhassem eleições, não tenho qualquer dúvida de quem seria o vencedor das próxima eleições autárquicas em Montalegre.

Como as eleições se ganham com outros factores, a candidatura do PS tem atrás de si um conjunto de bandeiras de longos anos de governação e uma habituação comprometida e, por vezes, preocupantemente comprometedora. A candidatura da coligação PSD / PP tem a hercúlea tarefa de fazer passar a sua forte mensagem. A candidatura do PS tem o hábito de falar alto, pelo que a candidatura do PSD / PP não poderá falar apenas bem para ser fazer ouvir.



Saudações Barrosãs.

Pedro Silva

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... qualquer semelhança com a realidade dos próximos dias será mera coincidência! Ou talvez não!



Vítor Afonso

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Vai realizar-se, no próximo dia 19 de Outubro, segunda-feira, pelas 21h30, a apresentação do documentário de João Botelho "Para que este mundo não acabe" no Auditório Municipal do Pavilhão Multiusos, em Montalegre. Este documentário conta coma participação de Marcello Urghege e Maria Archer.


SINOPSE:
"Vinde ver este mundo a acabar! - escreveu este apelo desesperado, na sua monografia do barroso, o padre Fontes, o da medicina popular e das bruxas de Vilar de Perdizes. E eu fui. Então vi a gente e a terra. Assombro na descoberta. Aperto no coração. Sentidos despertos.Recolhi umas histórias, inventei outras, respeitando a dignidade e a grandeza deste pedaço do meu país, que não tem igual.A generosidade e a fertilidade como coisa maior. Disto trata este projecto de documentário.Não há lugar mais justo para uma demanda da vida, que parecia impossível, e da felicidade que é sempre possível. Este mundo não vai acabar."


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Informação de última hora: Afinal, o documentário "Para que este mundo não acabe" não será exibido dia 19 de Outubro, mas sim 19 de Setembro, ou seja, é já amanhã. E também não é no Auditório Multiusos, mas sim no Auditório da Cooperativa de Montalegre. Pois, no Multiusos vai ser apresentado, à mesma hora, um filme da Igreja Maná!
Durante esta semana, a página do Ecomuseu - http://www.ecomuseu.org/ - anunciou o documentário para 19 de Outubro no Auditório do Multiusos. Também os cartazes afixados em vários locais da Vila de Montalegre apontavam para 19 de Outubro. No entanto, também a Rádio Montalegre anunciou, durante toda a semana, que o documentário iria ser exibido no dia 19 de Setembro. Mas que grande confusão! Antes de tornarem os assuntos públicos entendam-se.
Resumindo:
- Aqueles que leram os cartazes e a página do Ecomuseu e pensavam ver o documentário a 19 de Outubro já não vão ver documentário nenhum porque o mesmo já terá sido exibido a 19 de Setembro (amanhã).
-Aqueles que ouviram a Rádio Montalegre e amanhã pensavam ver o documentário "Para que este mundo não acabe", de João Botelho, se não se "põem finos" vão dar por eles a ver "Mundos Paralelos", produzido por Jorge Tadeu, da Igreja Maná.

Afinal de contas é tudo uma questão de mundos... ou melhor, de organização... ou melhor ainda, da falta dela!
Vítor Afonso

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Realizam-se amanhã, dia 16 de Setembro, duas apresentações públicas sobre Fundos Comunitários:
- 11h00 na Casa do Capitão em Salto;
- 19h00 no Salão Nobre da Câmara de Montalegre.

Nestas sessões, a ADRAT fará um esclarecimento sobre os fundos comunitários disponíveis através do PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional).

As candidaturas deverão situar-se entre €5.000,00 e €300.000,00 nas seguintes áreas:
- Apoio à diversificação dos Produtos Agrícolas;
- Apoio a Micro-Empresas;
- Apoio ao Turismo e Lazer;
- Melhoria da qualidade de vida: dirigida a Associativismo e entidades públicas.

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Lembro-me de ter escrito aqui sobre o assunto... Mas não estou com muito tempo para estar a procurar no arquivo do blogue...

Em tempos idos, surgiu no Semanário Transmontano a notícia de que o Senhor Presidente da Câmara "abdicava" da ligação à auto-estrada em favor da requalificação da estrada nacional para Braga. Haveria até garantias governamentais...

Em meu entender, este terá sido, como se referiu à época, um erro estratégico incompreensível. Bom, mas o que passou passou e estamos numa realidade distinta, continuando, contudo, sem a "prometida" requalificação, que será sempre -zita, e à espera de uma ligação estrutural que poderia há muito estar efectuada, porque garantida e unilateralmente assumida (a parte que a não assumiu foi Montalegre).

Anuncia-se agora com pompa e circunstância. Terá sido "apenas" um erro de visão estratégica, como outros, uma perspectiva sobre as prioridades de "desenvolvimento" local. Todavia, neste aspecto, como noutras situações, a responsabilidade pelo atraso apenas pode ser imputada à Autarquia, sempre diligente na resolução dos problemas do "seu" concelho.

Entretanto, vamos "abdicando".

Pedro Silva

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Ontem, ao entardecer, em S. Vicente da Chã... retratos de ruralidade que ainda preenchem o quotidiano do Barroso profundo!
Retratos de uma ruralidade que uns querem fazer esquecer e outros reavivar. Dicotomia entre velhos e novos, os que teimam em ficar e os outros, os que anseiam pela hora de partir...


Vitor Afonso

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Depois do grande sucesso que foi a VI edição do Festival Celtirock, em Vilar de Perdizes, nos dias 8 e 9 de Agosto de 2009, vai realizar-se o XXIII Congresso de Medicina Popular, também em Vilar de Perdizes, entre os dias 3 e 6 de Setembro de 2009.
A figura central deste Congresso de Medicina Popular continua a ser o Pe. Fontes, pároco de Vilar de Perdizes.

Post Scriptum: PROGRAMA

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Algumas imagens daquilo que foi a VI edição do Festival CeltiRock, em Vilar de Perdizes:








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Objectivos do festival CeltiRock

O festival CeltiRock pretende afirmar a Freguesia de Vilar de Perdizes e, num leque mais alargado, o Concelho de Montalegre, promovendo a sua imagem, através de uma oferta artística de qualidade acrescida e dirigida a diferentes públicos, jovens e menos jovens, numa perspectiva de diversidade cultural e intercâmbio de ideias e projectos. Cada visitante é visto como um potencial promotor das potencialidades turísticas desta região.

Programa
Do programa desta 6.ª edição constam três espectáculos de grande qualidade musical, protagonizados pelos galaico-madrilenos Alann-Bique, pelos portugueses Hyubris (que vêm apresentar o seu novo álbum no Celtirock) e pelos também madrilenos Zamburiel. Além dos concertos da noite de sábado haverá ainda, uma encenação teatral do “Esconjuro da Queimada” pelos Alann-Bique, a Rota do Contrabando, projecção de um documentário e imagens multimédia, jogos populares, atelier de pinturas faciais com motivos celtas, visitas guiadas ao património construído local, exposições e venda de produtos e artesanato da região, licor e marchandising do festival, entre outros.





Os visitantes poderão deliciar-se com a maravilhosa gastronomia barrosã, com as belas envolvências paisagísticas e, ainda, com os afáveis contactos com a população local. Para além da elevada qualidade dos concertos, outro dos momentos altos do espectáculo, já atrás referido, será protagonizado pela declamação do "Esconjuro da Queimada" pelo Pe. Fontes em articulação com a representação teatral do grupo galaico-madrileno Alann-Bique. Posteriormente, os presentes poderão deliciar-se com aquela poção mágica.




Partimos para mais um desafio aliciante e estamos certos que, o Festival atrairá a Vilar de Perdizes um número acrescido de pessoas, que poderão apreciar as prestações de artistas de projecção nacional e internacional.

Ao longo das últimas edições, o Festival CeltiRock conseguiu alcançar um dos lugares de referência como um dos mais importantes festivais de música tradicional/folk/celta a nível nacional, atraindo até às Terras de Barroso, visitantes e músicos oriundos de várias proveniências

Para quem desejar acampar, poderá fazê-lo, gratuitamente, no campo de futebol local. Todos os espectáculos têm entrada livre.


Vítor Afonso
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Organização: Invensons
Apoios: Instituto Português da Juventude; Freguesia de Vilar de Perdizes; Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes; Papaventos; Semanário Transmontano.

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A Câmara de Montalegre, vai vender, em hasta pública, no próximo dia 4 de Agosto, pelas 14h, no Salão Nobre dos Paços do Município, 11 escolas primárias, a saber:

Pondras: 45.000€ / Travassos do Rio: 40.000€
Peirezes: 40.000€ / Torgueda: 40.000€
Fírvidas: 25.100€ / Bagulhão: 25.000€
Tabuadela: 20.000€ /Carvalho: 25.000€
Santa Marinha: 10.000€ / Lamachã: 35.000€
Sendim: 15.000€

Os lances mínimos são de 500€ e a foma de licitação é verbal.
Desconheço quem teria feito a avaliação destes imóveis, nem é assunto que me interesse, mas parece-me, em alguns casos, que o valor está exagerado pelos seguintes motivos:
  • Estas escolas situam-se em aldeias, muitas delas demasiado afastadas da sede do concelho - Montalegre;
  • Algumas, caso queiram transformá-las em habitação própria, necessitam de obras profundas ou mesmo de demolição, que implicam uso de verbas avultadas para demolir e, posteriormente, para reconstruir;
  • Em plena crise imobiliária e financeira, não é o melhor momento para as colocar à venda;
  • As aldeias não possuem atractividade suficiente para captar novos investimentos e novas pessoas;
  • Por valores muito próximos compra-se um lote ou um terreno em Montalegre e, como sabem, ainda há muitos à venda.
Caros leitores, digam da vossa justiça sobre o assunto.
Informação de última hora: Hasta Pública adiada.
Vítor Afonso

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A partir de hoje e até 04 de Julho, o conhecido realizador João Botelho vai filmar em Montalegre e Boticas a alma e a cultura das Terras de Barroso. O produto final resultará no documentário “Para que este mundo não acabe”.
Esta é uma iniciativa da Direcção Regional de Cultura do Norte que conta com a comparticipação dos dois municípios das Terras de Barroso - Montalegre e Boticas.

O documentário será depois divulgado em DVD, fazendo parte de uma trilogia sobre a região de Trás-os-Montes.

A estreia estará prevista para o Auditório Municipal de Montalegre. Posteriormente, será divulgado nos circuitos comerciais habituais, em festivais de cinema documental, espaços museológicos, universidades, entre outros.

O João Botelho é um grande realizador. Vamos ver se nesta obra faz jus ao nome que ostenta. Esperamos que sim, a bem da memória futura da alma e cultura barrosãs.
Vítor Afonso

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"Legado exuberante do imaginário popular, construído de estórias e memórias de origem obscura, narradas e acrescentadas ao longo de anos e séculos, e fortemente ligado a crenças religiosas, com seus temores, terrores, profissões de fé e ânsias de protecção divina, as lendas constituem um vasto e fascinante espólio cultural do nosso país.
O Norte português é especialmente rico no que ao lendário respeita, numa sarabanda fantasmática de espectros e almas penadas, duendes e princesas cativas, lobisomens e potes de ouro escondidos.
No Barroso, muitas são as lendas passadas de geração em geração, mas a mais notória de todas será a da Ponte da Misarela, em que, como em tantos outros casos acontece, o protagonista é o diabo. O próprio, em pessoa.
Localizado na aldeia de Sidrós, na freguesia de Ferral, concelho de Montalegre o cenário do episódio é a velha Ponte da Misarela, sobre o Rabagão, cujas margens penhascosas surgem belas a uns e horríveis a outros, conforme a imaginação e o estado de espírito.
Conta, então, a lenda que, sabe-se lá quando, um desgraçado criminoso, tentando escapar-se ao longo braço da justiça, acabou por ver-se encurralado, em desespero, nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão. É natural e comum que, em tão adversas circunstâncias, se apele à intervenção divina, mas, talvez porque fosse excessivo o peso dos pecados na consciência, o foragido optou por convocar o diabo, que está sempre atento a estes lances para deles sacar proveito. Assim, foi instantânea a aparição do mafarrico, que não esteve com meias medidas na chantagem do costume: "Salvo-te, pois claro, se me deres a alma em troca".
E que importância tem a alma, quando é o corpinho que está com problemas? Aceitou o celerado a oferta e, logo ali, com o poder que se lhe reconhece, o diabo, enquanto esfregava um olho, fez aparecer uma ponte ligando as margens do rio. Sem olhar para trás, o perseguido atravessou para a outra margem, após o que, sujeito de palavra, o demónio fez desaparecer a ponte, assim travando a perseguição das autoridades.
Retomou o maligno às suas infernais instalações com a alma do desgraçado, mas o assunto não se ficava por ali. Salvo o corpo mas perdida a alma, viria o criminoso arrepender-se da permuta, pelo que decidiu procurar um frade - conhecido na região por viver em estado de santidade - e contar-lhe o sucedido. "Pecado, meu filho, terrível pecado!", conjecturou, supõe-se, o santo homem, passando, de pronto, ao conselho prático: "Vais outra vez ao lugar junto ao rio e voltas a chamar o Diabo, tomando a pedir-lhe ajuda para a travessia. E deixa o resto comigo".
Assim foi feito. O desalmado chama, o cornudo aparece e, com assinalável espírito de colaboração e não menos louvável desinteresse - a'alma do outro já lá cantava -, satisfaz o pedido: a ponte salvadora reaparece. O homem começa a atravessá-la, mas, quando ia a meio, aparece na outra extremidade o frade magano, que rapa da água benta e asperge com largos gestos. Fica benzida a ponte, que permanece no sítio, esfuma-se o mafarrico e o penitente recupera a alma perdida.
Consumava-se a vitória do Bem sobre o Mal, mas ficava, ainda, mais que contar.Acrescenta a lenda que, radicado nas populações circunvizinhas o carácter sagrado da Ponte da Misarela, passou a ser hábito que, quando uma mulher não levava os filhos a cabo - ou seja, quando algo ia mal na gravidez -, se dirigisse à Ponte e debaixo dela pernoitasse, na expectativa de ajuda celeste para o seu problema.
Na sequência da operação, estava estabelecido que a primeira pessoa que atravessasse a Ponte no dia seguinte teria que ser padrinho ou madrinha da criança, à qual seria posto o nome de Gervásio, se rapaz viesse ao mundo, ou de Senhorinha, se de rapariga se tratasse. E isto para que, por obra e graça do pré-baptismo, a mulher tivesse um bom sucesso na sua gravidez.
De tal sorte reza, na ambivalência da fábula e da fé, a virtuosa Lenda da Ponte da Misarela, hoje chamariz turístico - et pour cause, com desculpa pelo galicismo - da aldeia de Sidrós, freguesia de Ferral, concelho de Montalegre.

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"Conta-se que o rei, para castigar o comportamento condenável de um fidalgo, não arranjou melhor castigo (ou mais severo), do que desterrá-lo para Montalegre (que teria outro nome), por largo período de tempo.
Cumprida a pena, mandou o desterrado aparelhar o cavalo para partir. Quando o criado lho apresentou para que montasse, o fidalgo mete o pé no estribo e diz para quem foi apresentar despedidas: “Monto, e monto alegre”. Isto, diz a lenda e terá sido a origem do actual nome da vila - Montalegre”.

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"Há muitos, muitos anos, vivia em Mourilhe, na região de Montalegre, Abed Ahmid, filho do chefe dessa aldeia moura. A sua tribo estava proscrita em relação aos outros muçulmanos que a abandonaram aquando do avanço cristão.
Ora um dia, Abed decidiu sair do reduto mouro de Mourilhe e cavalgou até ao Minho. Aí, conheceu uma bela jovem cristã chamada Leonor. Foi amor à primeira vista e como a jovem também o amava, Abed pediu-lhe que partisse com ele para Mourilhe. Depois de recusas e hesitações, pois era cristã, Leonor cedeu aos impulsos do coração e foi com Abed.Contudo, a aldeia e o pai de Abed não receberam bem os jovens apaixonados, principalmente Leonor, que logo quis regressar à sua terra. Expulsos da casa do chefe, foram recolhidos por Almira, a mulher que criara Abed desde pequeno, pois era órfão de mãe. Almira acolheu muito bem Leonor, o que fez com que Mohamed, pai de Abed, ficasse colérico. E como gostava muito de Abed, correu a falar com Mohamed que já não o considerava seu filho.
Depois do seu conselho se ter retirado, o chefe ficou a sós com Almira, que lhe pediu para se reconciliar com o filho e aceitar Leonor. Mohamed lembrou-lhe, então, que Abed estava prometido a Zoleima, uma moura da aldeia.
- Teu filho não a ama. Ninguém pode mandar no coração. - lembrou Almira ao renitente Mohamed e recordou-lhe que, na sua juventude, também ele se apaixonara por Anália, uma jovem cristã, abandonando Zuraida em vésperas de ser mãe de Abed. Só voltara porque Anália caíra doente e morrera pouco tempo depois. Zuraida recebeu-o e perdoou-lhe, mas foi maltratada por Mohamed e acabou por morrer também, deixando o pequeno Abed sem mãe. Perante estas lembranças, era cada vez maior a ira do chefe mouro que, intransigente, correu com Almira. Leonor era, pois, um remorso vivo para Mohamed.
O insucesso de Almina era evidente, o que fez com que Abed decidisse abandonar a aldeia, com a ama e Leonor. Mas não sem antes se despedir de seu pai, que adorava devotamente.
Ainda na aldeia e em conversa com Leonor, Almina lembrou-se de um último estratagema para alterar a situação: tinha de falar com Zoleida, que amava Abed desde criança, ainda que este nunca tivesse correspondido a tal paixão.
Zoleida, contudo, não se encontrava em casa quando Almina a procurou. Ao saber da vinda de Abed para a aldeia com uma cristã, louca de dor e raiva, tinha corrido para a casa do jovem. Mas vendo-o, escondeu-se, até conseguir estar sozinha com Leonor.
Mal Almina saiu ao seu encontro, Zoleida, silenciosa e esquiva, acercou-se de Leonor pelas costas e apunhalou-a, fugindo de imediato. Pouco depois, surgiram Abed e Almina, que depararam já com a pobre Leonor morta, envolta numa poça de sangue. A dor logo invadiu Abed e Almina, deixando-os aterrados e inconsoláveis. Então, Abed decidiu cobrir com um manto o corpo sem vida de Leonor e levá-lo consigo para bem longe dali, com Almina. Esta ainda o tentou demover, mas nada conseguia vencer o desespero de Abed, louco de tristeza e dor.
- Leonor está morta. - lembrava-lhe Amina. O jovem respondeu que fugiria só com a sua amada, caso Almina não o quisesse acompanhar. Abed pegou então em Leonor e montou no seu cavalo, partindo de imediato em feroz galope para fora da aldeia. Almina, petrificada, chamando insistentemente por Abed, sem sucesso, voltou-se para a aldeia atrás de si e disse:- Malditos sejam todos os desta terra! Que o fogo destrua estas casas! O fogo que hei-de pôr com estas minhas mãos! Hão-de saber quem é Almina, malditos cães danados. Esta terra só estará purificada depois de por três vezes ser destruída pelo fogo! Mourilhe, esta é a praga de Almina!
Verdade ou não, Mourilhe foi, de facto, três vezes devastada pelo fogo (na Reconquista Cristã, em 1854 e em 1875)."
in Lendas de Portugal
Vítor Afonso

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... é a arte do palco.
E esteve mais uma vez num dos palcos de Montalegre. Pede a justiça que se valorize.
Como apreciador desta arte, considero estas iniciativas passos importantíssimos para a valorização cultural do concelho. Portanto, não deixarei de enunciar o meu agrado pela iniciativa, apesar de a não poder presenciar.

O caminho da arte e da cultura é fundamental para outros caminhos.
Tenho pena que todos os anos não sejam anos eleitorais.